O Ensino Médio no estado do Rio de Janeiro é o segundo pior do país, à frente apenas do Piauí. A constatação é da mais recente avaliação do Ministério da Educação (MEC) sobre a qualidade do ensino público no Brasil, realizada por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. O Ensino Médio da rede estadual pública teve média de 2,8, a mesma de 2007 e menor que a média nacional (3,6). O mau desempenho foi confirmado pelos resultados do Enem 2009, divulgados no dia 19 de julho. Cesar Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Senado pela coligação Rio Esperança (DEM – PSDB – PPS – PV), avaliou a situação como “catastrófica”: “(A situação do estado do Rio) é considerada a pior performance entre todos os estados brasileiros. Mesmo os poucos que ainda têm indicadores piores vêm melhorando e os do Estado do Rio, piorando”, ressalta. Não por acaso uma de suas principais propostas é dar prioridade máxima à expansão e à requalificação dos níveis Médio e Técnico no estado do Rio. “No caso do Rio de Janeiro, quero estreitar a interlocução do Ministério da Educação com o governo do estado para reestruturar o Ensino Médio”, conta ele. Cesar Maia lembra ainda que o mau resultado no Nível Médio prejudica sobretudo a inserção dos jovens no mercado de trabalho, onde há um grande déficit de profissionais, sobretudo na área tecnológica e de engenharia. Somente no setor de construção civil a estimativa é de que faltam 30 mil trabalhadores em todos os níveis, o que coloca em risco a Copa 2014, as Olimpíadas Rio 2016 e até o PAC. Isso, destaca Cesar Maia, sem mencionar grandes empreendimentos que deixam de contratar no estado do Rio por falta de pessoal qualificado, indo buscar profissionais em outros estados ou mesmo no exterior. Um exemplo está na Baixada Fluminense, onde a instalação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) - uma parceria entre a brasileira Vale e a produtora de aço alemã TyssenKrupp Steel - teve até mão de obra chinesa importada. ”A empregabilidade e o próprio desenvolvimento (do estado) dependem da escolaridade, em especial do Ensino Médio e seu correspondente Técnico. Todos os dias, a imprensa estampa matérias mostrando que falta mão de obra no Rio, e a razão agora é inteiramente clara na catástrofe que é a gestão estadual de educação pública”, aponta, classificando a questão como o problema estrutural mais grave a ser enfrentado hoje pelo estado do Rio. |